A finalização

 

ÍNDICE

1. A exportação da montagem final

1.1. A exportação do filme no disco rígido

1.2. A exportação do filme num formato diferente

2. O trabalho das legendas

2.1. Os tipos de legenda

2.2. A criação das legendas

2.3. A conversão dos ficheiros de legendas

2.4. A fusão das legendas no vídeo

3. A criação de um Super Vídeo CD (e DVD)

 

1. A exportação da montagem final

 

A  finalidade do processo da pós-produção consiste na exportação da montagem final, a partir do programa de montagem. Essa exportação toma várias formas, consoante o suporte no qual se quer guardar o trabalho acabado. O formato de gravação ideal seria aquele que permite conservar a qualidade original das imagens vídeo. Se as imagens têm origem numa fonte DV ou Digital-8, o melhor seria portanto exportar a montagem final numa cassete do mesmo tipo. Mas o objectivo do trabalho é criar um vídeo digital e exportá-lo num formato muito usado, caso do Super Vídeo CD, formato compatível com a maioria dos leitores de DVD. h

 

1.1. A exportação do filme no disco rígido

Raramente os programas de montagem permitem exportar um projecto directamente em DIVX ou em VCD/SVCD. Primeiro é necessário copiá-lo com uma boa qualidade no disco rígido.

No Premiere, caso pretende-se obter uma parte da montagem, define-se primeiro na linha do tempo a zona de trabalho que se quer exportar. Em Fichier, Exporter le montage e Séquence, vai-se a Paramètres… e escolhe-se em espaço (Etendue) o projecto inteiro (Projet entier) ou a zona de trabalho (Zone de travail) a exportar. Confirma-se depois se os parâmetros da exportação são correctos em Charger (o ideal é DV-PAL Standard 48Khz). Clica-se em OK e Enregistrer (ver Apêndice n.º 72). h

1.2. A exportação do filme num formato diferente

Depois de copiar o vídeo para o disco rígido, é preciso primeiro perguntar-se se o vídeo final terá legendas ou não. Se o vídeo final irá ser legendado, então deve-se numa primeira fase trabalhar as legendas antes de exportar o filme num formato diferente. Assim, convém seguir os passos descritos na 3ª parte no ponto 2.

Caso contrário, pode-se ponderar efectuar essa operação. Exportar o vídeo num formato diferente é a única solução para que possa ser gravado posteriormente em CD. Pois é impossível gravar num CD um vídeo no formato DV, formato que possui a melhor qualidade de imagem. Um minuto em DV corresponde a mais ou menos 220Mo, ou seja, para gravar uns 3 minutos de vídeo num CD e uns 20 minutos num DVD-R. É por isso que se torna necessário comprimir o vídeo DV noutro formato.

Para converter um vídeo DV Avi em DIVX, seguem-se os passos descritos na 2ª parte no ponto 3.1. Para converter um vídeo em MPEG-1 para futura gravação em Vídeo CD ou em MPEG-2 para futura gravação em Super Vídeo CD, seguem-se os passos descritos na 2ª parte no ponto 3.2. h

 

2. O trabalho das legendas

 

Na Europa da realização vídeo, dá-se pouca importância à legendagem. Praticamente todos os países europeus, à excepção de alguns países onde se inclui Portugal, dobram os vídeos (filmes, reportagens, entrevistas, etc.). Por isso há pouca informação, tanto bibliográfica como webográfica, de como se pode criar e ajustar as legendas. h

 

2.1. Os tipos de legenda

Em relação ao DIVX, a maioria dos programas de leitura lêem também as legendas. São ficheiros à parte que não são fundidos no vídeo. Tal como os formatos áudio e vídeo, existe uma grande diversidade de formatos de legendas, com extensões de ficheiro diferentes, associados cada um deles a um programa específico (ver anexo n.º 1). O importante é não se perder. Por exemplo, o tipo de legenda com a extensão .sub está associado a vários programas não compatíveis entre eles!

Quanto ao SVCD, a situação ainda é mais complicada. Em princípio, esse formato assume quatro pistas de legendas que podem ser seleccionadas directamente no leitor de DVD compatível. As legendas, tal como no DVD, são criadas a partir de ficheiros de texto e de ficheiros gráficos. Na China, país que desenvolveu este formato, é frequente encontrar SVCD com legendas em mandarim e em mongol por exemplo. Até há pouco tempo existia um programa que permitia criar legendas para o SVCD: o I-Author da Enreach (www.enreach.com). Infelizmente, deixou de estar disponível. Uma das poucas possibilidades actualmente conhecida é o Philips SVCD Designer, mas as legendas criadas nem sempre são compatíveis. Por outro lado, esse programa é muito elaborado e não é nada fácil para um principiante trabalhar com ele.

A melhor solução para o SVCD consiste então em criar os ficheiros de legendas (tal como para o DIVX) e fundi-los depois directamente no vídeo. Os programas utilizados são o SubtitlesK5ky para a criação das legendas, o Subtitle Workshop para uma primeira conversão no formato .srt (SubRip), o SSA Script Converter para uma segunda conversão no formato .ssa (SubStation Alpha), o VirtualDub e o TMPEnc para a fusão da legenda no vídeo e a conversão final em SVCD. h

2.2. A criação das legendas

Depois de abrir o SubtitlesK5ky, vai-se a File e Options para escolher o idioma (o português está disponível), e as pastas por defeito onde o programa irá abrir, guardar e exportar as legendas. A seguir, vai-se a Ficheiro e Novo.

Em Leitor, Abrir vídeo… abre-se o vídeo onde se pretende associar as legendas. A janela do Windows Media Player aparece (ver Apêndice n.º 73). Em baixo à direita desta janela é importante tomar nota da posição das imagens do vídeo, para anotar de seguida o momento em que a legenda deve aparecer e o momento em que deve desaparecer. Depois introduzem-se esses valores por baixo do Desde e do Até, na janela do SubtitlesK5ky. Por baixo do Legenda, escreve-se o texto. Para que o texto apareça em duas linhas, deve-se escrever o símbolo «|» entre as palavras (por exemplo, Nesta loja aluga-se todo o equipamento |necessário à prática do esqui). Aliás, no menu Legendas, depois de seleccionar as linhas de legenda na janela Compendium, pode-se unir, dividir, cortar e realizar outras operações sobre as legendas. No fim, guarda-se o trabalho em Ficheiro e Guardar. A partir daí, já temos um ficheiro de legenda que pode ser lido, acompanhado de um DIVX, pelo Micro DVD Player. h

2.3. A conversão dos ficheiros de legendas

A referência para a conversão de ficheiros de legendas é o Subtitle Workshop. O processo é muito simples: abre-se o ficheiro de legenda criado com o SubtitlesK5ky e grava-se num formato diferente, proposto pelo programa.

Para a criação de legendas inseridas directamente no vídeo, será necessário obter primeiro um ficheiro de legendas com a extensão .srt (SubRip) e depois convertê-lo novamente, mas desta vez em .ssa (SubStation Alpha). O programa usado será o SSA Script Converter.

O Subtitle Workshop também converte em .ssa, mas as opções de exportação (tamanho da letra, margens, etc.) não são muito eficientes. O SSA Script Converter é bastante simples. Abre-se o ficheiro de legenda .srt, convertido pelo Subtitle Workshop, clicando nos três pontinhos em Source Filename (ver Apêndice n.º 74). Em Target Filename, selecciona-se o destino final. Depois em Subtitle Font Format, clicando nos três pontinhos ao lado, escolhe-se o tipo e o tamanho da letra. Em Subtitle Color, definem-se as cores e em Margin/Alignment a posição das legendas. Por fim, clica-se em Convert. h

2.4. A fusão das legendas no vídeo

Para fundir as legendas no vídeo, o primeiro passo consiste em lançar o VirtualDub. Depois de abrir o vídeo, vai-se ao menu Vídeo, Filters, Add… e selecciona-se Subtitler (ver Apêndice n.º 75). Se o filtro Subtitler não estiver presente, é porque não foi instalado na pasta dos filtros do repertório de instalação do VirtualDub. Os filtros podem ser encontrados na Internet (ver na 2ª parte o ponto 2.2.). A seguir clica-se nos três pontos para seleccionar o ficheiro de legenda (extensão .ssa) a inserir (ver Apêndice n.º 76).

Voltando à janela do VirtualDub, pode-se ver na pré-visualização os efeitos da legenda no vídeo (ver Apêndice n.º 77). Depois pode-se converter o ficheiro final em DIVX com as legendas inseridas directamente no vídeo (para isso, basta seguir os passos descritos na 2ª parte no ponto 3.1.). Mas para converter o vídeo em SVCD, há mais uma operação a realizar no VirtualDub. Deve-se ir a File e Start frame server. Em Frameserver setup, clica-se em Start. Logo a seguir, aparece uma janela para guardar um ficheiro, que deverá ter a extensão .vdr. Clica-se em Ok, e aparece a janela Status que não deve ser fechada.

O processo é depois finalizado com o programa TMPGEnc. Lança-se e no Project Wizard, escolhe-se o formato SCVD CBR (Constant bit rate), abre-se o ficheiro criado pelo VirtualDub com a extensão .vdr em Open, selecciona-se o destino em Save e no fim clica-se em Encode (ver Apêndice n.º 78). Para escolher detalhadamente as opções de codificação, é só seguir os passos indicados na parte 1 no ponto 3.2. h

 

3. A criação de um super vídeo CD (e DVD)

 

O super vídeo CD (SVCD) é um formato cada vez mais apreciado. O seu principal defeito é não suportar mais de quarenta minutos de vídeo (ver anexo n.º 2). É um modelo proveniente da China e que se propõe ser uma solução mais económica do que o DVD. Todavia, o seu recente desenvolvimento pode ser travado pela emergência do DVD registável. Em todos os casos a maioria dos leitores de DVD são compatíveis com esta norma e hoje em dia torna-se fácil criar um SVCD. Uma solução simples será usar o Nero, que consegue criar um SVCD com um menu de uma forma prática. Mas poder-se-ia também usar o Ulead DVD Workshop, mais completo, ou o VCD Easy.

Depois de lançar o Nero Express, selecciona-se Vídeos/imagens e CD de super vídeo (SVCD). Depois clica-se em Adicionar para escolher os vídeos MPEG-2 (previamente convertidos, ver a 2ª parte o ponto 3.2. ou o ponto 2.4. da 3ª parte) (ver Apêndice n.º 79). Em Menu Activar SVCD, pode-se activar o menu. A seguir, determinam-se os tempos de pausa entre cada pista, seleccionando-as e clicando em Propriedades e Atributos (ver Apêndice n.º 80). Em Menu, pode-se alterar o título da pista e definir a imagem que será utilizada como miniatura.

Clicando em Seguinte, acede-se aos parâmetros do menu (caso seja activado) (ver Apêndice n.º 81). Escolhem-se o esquema do menu em Esquema, a imagem de fundo em Fundo e as configurações do texto em Texto. No fim, clica-se em Seguinte e Gravar. Já está, temos um SCVD pronto para ser lido num leitor de DVD!

Para criar um DVD, o processo é muito semelhante.h

ANEXO 1

TIPOS DE LEGENDA

TIPOS DE FORMATOS

EXTENSÃO DE FICHEIRO

ASSOCIADA AO PROGRAMA

FORMATOS DE TEXTO

.dks

DKS Subtitle

.jss .js

JacoSub

.mpl

MPlayer

.pjs

Phoenix Japanimation Society

.psb

Power Divx

.rt

RealTime

.scr

MacSub

.smi .sami

Sami Captioning

.srt

SubRip

.ssa

SubStation Alpha

.stl

Spruce Subtitle

.sub

DVD Subtitle

.sub

MicroDVD

.sub

Sonic DVD Creator

.sub

SubSonic

.sub

SubViewer

.tts

Turbo Titler

.txt

TMPlayer

.vsf

ViPlay

.zeg

Zero G

FORMATOS GRÁFICOS

.txt

I-Author

.txt

Sonic DVD Creator

.son

Spruce DVD Maestro

.sst

Sonic Scenarist

.sub

Philips SVCD Designer

h

ANEXO 2

VANTAGENS E INCONVENIENTES DO SVCD

VANTAGENS

INCONVENIENTES

É compatível com a maioria dos leitores de DVD

É difícil realizar uma codificação de boa qualidade e adaptá-la ao tipo de imagem

Apresenta uma qualidade muito superior ao de uma cassete VHS e ligeiramente inferior ao DVD

O tempo de codificação é muito lento

A banda sonora pode ser codificada no formato 5.1

É teoricamente possível gravar 70 minutos de vídeo, mas a partir de 40 minutos a qualidade torna-se muito má

Suporta até 4 pistas de legendas, que podem ser afixadas separadamente

Nem todos os leitores de DVD são compatíveis

É compatível com o formato 16/9 e respeita a natureza do sinal de vídeo, o que permite uma maior fluidez

Existem ainda poucos programas de leitura de SVCD para o computador

Pode ser acompanhado de um menu, tal como nos DVD

Não há actualmente um programa que permite criar e ler um SVCD no Macintosh

h